NO FUNDO D’ALMA
Eu queria sentir o
sangue correndo nas veias.
Me lavando a alma.
Queria que o meu
sangue carregasse
a minha estória.
Queria outro tempo.
Outra hora.
Outro lugar.
Outra forma de estar.
Eu queria que esta
dor
do fundo d’alma
fosse aliviada.
Curada.
Mas não!
É o meu estigma.
Sou só emoção.
Você não entende o
que me faz chorar.
E não compreende que
eu habito um corpo
que não devia estar
aqui.
Tampouco ali.
Mas sou, existo e
vim...
E fim.
sonia delsin

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