sexta-feira, 22 de março de 2013




SAUDADES...

Sinto saudades das conversas que não 
tivemos. 
Mas que desejei que tivéssemos tido. 
Saudades dos beijos que não chegamos a trocar. 
Mas que foram tão ansiosamente aguardados. 

Sinto saudades das ruas, que com os meus pés 
não caminhei. 
Mas por onde em pensamentos tanto andei. 
Sinto saudades daquela casa de campo que não cheguei 
a construir. 
Mas que vi pronta nos meus sonhos. 

Saudades das coisas que vivi, 
e das que desejei ter vivido. 
Meus sonhos... 
que se alimentaram das minhas mais doces fantasias. 

Sinto saudades da menina que nunca deixou 
de morar em minha alma. 
Mas que dorme tantas vezes pacientemente 
esperando que eu a chame. 
Saudades da menina-moça que se armava de coragem 
para enfrentar as vicissitudes da vida. 
Da mulher-leoa que enfrentou o dia-a-dia. 

A mulher madura de agora acorda sempre 
esperando coisas melhores. 
Sempre confiando que um novo dia é 
um novo tempo. 
Sente saudades... e muitas vezes chora. 
Mas não lamenta o tempo passado. 
Sabe que tudo faz parte do longo caminho 
que se chama “viver”. 


sonia delsin 

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